O uso da conjunção "se" seguido de "não" assim como do substantivo "senão" é muitas vezes objeto de mal-entendidos. A semântica e a grafia desencontram-se, originando erros e significados que traem a intenção comunicativa do autor. Muitas vezes nos perguntam quando usar um e outro, qual o sentido e a grafia correspondente. Vejamos. 1) "Se não", como conjunção condicional, com o sentido hipotético, em que a concretização do acto descrito na segunda oração depende da realização da primeira, com o sentido de "no caso de não": · Se não comeres de forma saudável, o teu corpo ressentir-se-á. · Ficarás desidratado, se não beberes água. · Se não gostas da aletria, não a comas! 2) "Senão" com o sentido de consequência, podendo ser substituído pela expressão "caso contrário": · Estuda, senão chumbas. · Lê os Lusíadas , senão nunca...
A palavra “passado” — não o passado que passou, mas o adjectivo — é muitas vezes erradamente utilizada. A culpa do erro? Atribuimo-la à confusão com uma outra classe de palavra: o advérbio , que não varia em género (masculino e feminino) e número (singular e plural). Por causa deste quiprocó, dizemos muitas vezes “passad o ”, mesmo quando deveríamos usar “passada”, “passadas” ou “passados”, conforme a expressão a que o adjectivo diga respeito. E sta confusão acontece apenas quando se usa o adjectivo num contexto temporal, isto é, com o sentido de determinado tempo volvido, já que a ninguém ocorre usar sempre “passado” noutros contextos, como: " A camisa foi mal passado ." " Quero os bifes bem passado , por favor!", " A tarde e a manhã foram bem passado ." Toda a gente diz, e bem: A camisa foi mal passada . Quero os bifes bem passados , por favor! A tarde e a manhã foram bem ...